Brasília, 30 de maio de 2008 - 18h
Anvisa suspende medicamentos irregulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta semana, a suspensão da distribuição, comércio e uso de dois medicamentos e a interdição, por 90 dias, de outros três lotes de medicamentos.

Entre os produtos suspensos está o lote nº CB06H007 do medicamento Complexo B – Polivitamínico 2ml, marca Farmace, Injetável, fabricado pela Farmace Indústria Químico-Farmacêutica (RE 1626), de Barbalha (CE). A empresa deve fazer o recolhimento do lote, que apresentou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto.

Também estão suspensos todos os medicamentos fabricados pela empresa Biofarma Farmacêutica (RE 1642), de São Paulo (SP), por não atender às exigências regulamentares da Agência.

A Agência também interditou cautelarmente, por 90 dias, o Lote 70536 do medicamento Reduclim (Tibolona) 1,25mg, produzido pela empresa Farmoquímica (RE 1631), do Rio de Janeiro. O lote apresentou problemas na rotulagem e no ensaio de dissolução do princípio ativo.

Já os lotes 06492 e 06835 do medicamento Genopress (Atenolol) 25mg e 50mg, do laboratório Genoma (RE 1634), de Anápolis (GO) foram interditados por apresentarem resultados insatisfatórios nos ensaios de dissolução de atenolol.

Registro

Outras 11 empresas tiveram seus produtos suspensos por não possuírem registro na Anvisa. Entre eles estão o produto Flugel (Fluoreto de Sódio), fabricado pela empresa Del Indústria e Comércio (RE 1627), do Rio de Janeiro (RJ) e o produto Intercap X40 – Detergente Ácido Automotivo Deion (RE 1629), fabricado por Deion Indústria e Comércio de Detergentes, de Matelândia (PR).

A suspensão também atinge os produtos Cloro Granulado Estabilizado Premium e Economic, Tablete Tricolor Estabilizado, Neotraty, Neoshoc e Neo Clor, fabricados pela empresa Damarfe Produtos Químicos (RE 1632), de São Paulo (SP); e todos os produtos sob vigilância sanitária fabricados pela empresa Inodon Laboratório Industrial de Produtos Odontológicos (RE 1630), de Porto Alegre (RS).

A Anvisa proibiu a importação e comercialização do produto Miracle – Pueraria Mirifica, comercializado no Brasil por Towaki Internacional Comércio e Representações (RE 1625), de São Paulo (SP). Também está suspenso o produto Neutra Fumo – Neutralizante de Nicotina, fabricado por Internaturais Indústria, Comércio, Importação e Exportação (RE 1628), de Santa Bárbara D’Oeste (SP), por não possuir registro.

Os produtos 30 Ervas Emagrecedor, fabricado pela empresa Chá Diet (RE 1635), de Campo Grande (MS); Cloro Líquido Q’lar, produzido pela Parizotto Parizotto, nome fantasia Dupar (RE 1641), de Lages (SC); Solução Fisiológica 0,9% de Cloreto de Sódio, 100ml e Cloreto de Magnésio P.A., 66g, fabricados pela Indústria de Produtos Naturais Dehygrater (RE 1639), de Campo Mourão (PR) também não possuem registro.

As suspensões atingem ainda todos os cosméticos fabricados pela empresa Magia Indústria e Comércio de Cosméticos (RE 1938), de Uberaba (MG); e todos os saneantes domissanitários fabricados pela empresa Deniz e Giglioli Química Comercial (RE 1640), nome fantasia Efton Automotiv, de Sumaré (SP).

Serviço

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 

Brasília, 30 de maio de 2008
Novo prazo para sistema fechado de soluções parenterais

As indústrias só podem fabricar até 30 de novembro de 2008 soluções parenterais de grande volume (acima de 100 ml) em sistema aberto. É o que determina a Resolução RDC 31 , de 29 de maio de 2008, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alterou o prazo previsto na RDC 11/2008. Ficou mantida a data de 30 de novembro para que os fabricantes possam comercializar estes produtos.

Para as instituições de saúde não houve alterações. Elas deverão substituir o sistema de infusão aberto das soluções parenterais de grande volume (SPGV) pelo sistema fechado até 30 de março de 2009, conforme a Resolução RDC 14/2008.

Soluções parenterais de grande volume são substâncias aplicadas direto na corrente sanguínea, como água, glicose e soluções de cloreto de sódio a 0,9%, entre outras. Pelo sistema aberto, as soluções podem entrar em contato com o meio ambiente. O mesmo não acontece com o sistema fechado, que isola a solução, evitando contaminações.

Informação: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 

Brasília, 29 de maio de 2008 - 17h20
Apreendido lote de Cialis falsificado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (29), a apreensão e inutilização, em todo país, de um lote falsificado do medicamento Cialis. O lote A253266 tem o mesmo número do lote original, que é produzido pelo laboratório Eli Lilly do Brasil.

A falsificação foi detectada após denúncia de um consumidor do Rio de Janeiro (RJ) ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante. A própria empresa informou o caso à Anvisa.


Em caso de dúvida ou suspeita sobre o medicamento, o usuário deve fazer a denúncia para o serviço de atendimento ao consumidor do laboratório Eli Lilly (pelo número 0800 709 3636), para a Anvisa (pelo e-mail inspecao@anvisa.gov.br) ou procurar a Vigilância Sanitária do seu município ou estado.


 

 

Brasília, 29 de janeiro de 2008 - 18h25
Operação encontra fábrica clandestina de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a delegacia da Polícia Federal (PF) em Cachoeiro de Itapemirim (ES) e a Polícia Civil em Piracicaba (SP), realizaram nesta terça-feira (29) a operação Placebo, com o objetivo de combater à venda de produtos sem registro. Foram executados dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Atílio Vivacqua (ES), localizados a 134 e 111 quilômetros, respectivamente, da capital do Espírito Santo, Vitória.

Durante a busca, os policiais encontraram um laboratório clandestino que fabricava medicamentos fitoterápicos sem registro. Pelo menos 4 toneladas de produtos foram apreendidos, entre matéria-prima, embalagens e medicamento prontos. Os produtos

eram comercializados pela internet. Três pessoas foram presas no local, que fica situado em uma área de difícil acesso na zona rural do município de Atílio Vivacqua (ES).
A operação teve início a partir do trabalho que a Anvisa realiza no monitoramento de propagandas pela internet, para coibir a venda de produtos sem registro. Desde 2006, a Agência e as polícias investigam conjuntamente a origem de medicamentos clandestinos. Esta prática é considerada crime hediondo pelo Código Penal.

Em 16 de dezembro do ano passado agentes da Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil de São Paulo prenderam um casal, em Piracicaba, pela venda de remédios e produtos sem registro sanitário. A comercialização era feita pela internet, por meio da empresa clandestina Polobrás.

A investigação realizada pelas polícias e pela Anvisa apontou que a fábrica dos produtos ilegais funcionava em Atílio Vivacqua e que os proprietários moravam em Cachoeiro de Itapemirim. A empresa vendia medicamentos sem registro para diversos tipos de tratamento, entre eles, impotência, frigidez, obesidade, celulite, calvície e rugas de expressão.

Denúncias - Denúncias sobre medicamentos falsificados ou sem registro podem ser feitas à Ouvidoria da Anvisa pelo endereço eletrônico ouvidoria@anvisa.gov.br.